RECONHECIMENTO

Chefe-geral da Embrapa Gado de Corte integra lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro

Mariana de Aragão Pereira se tornou, no início deste ano, a primeira mulher a assumir o cargo de chefe-geral da Embrapa Gado de Corte

29 OUT 2026 • POR Embrapa Gado de Corte | Talita Barbosa  • 10h44

Após décadas sendo comandada por homens, Mariana de Aragão Pereira se tornou, no início deste ano, a primeira mulher a assumir o cargo de chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS). Zootecnista formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e com doutorado na Nova Zelândia, a pesquisadora integra a segunda edição da Lista Forbes As 100 Mulheres Poderosas do Agro, divulgada na última quinta (15). 

Na estatal desde 2001, ela é responsável pela articulação internacional da Unidade e coordenadora nacional do Programa de Boas Práticas Agropecuárias – Bovinos e Bubalinos de Corte (BPA), recentemente reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além disso, ela também ajudou a criar o Controlpec, o Gerenpec e o CustoBov – ferramentas gratuitas que ajudam a controlar custos e gerenciar fazendas de gado de corte.

Além do desafio de ser a primeira mulher a assumir a chefia-geral da Embrapa Gado de Corte, um setor tipicamente masculino, Mariana explica que o seu trabalho na área também encontra alguns obstáculos, principalmente entre pequenos e médios produtores. “Eu me dediquei a estudar a tomada de decisão, considerando aspectos psicossociais, que nos ajudassem a entender o uso de tecnologia e gestão das fazendas”, explica a pesquisadora.

Lista da Forbes
Ao lado de outras pesquisadoras da Embrapa, a gestora revela que fazer parte da Lista Forbes As 100 Mulheres Poderosas do Agro a deixou muito lisonjeada. “Tenho 25 anos de Embrapa e chegar nesta lista Forbes é o reconhecimento de uma trajetória de muita dedicação, superação e vontade de fazer a diferença na vida das pessoas”, comenta Mariana.

“A mulher está na ciência há séculos, mas apenas recentemente vem tendo seu trabalho mais reconhecido”, pontua Mariana. A pesquisadora completa explicando que a estatal, inclusive, é um exemplo disso. “Muitas mulheres têm obtido destaque nas mais diversas áreas, seja na bancada, no campo, na transferência ou na gestão da pesquisa. E mais importante: mulheres bem sucedidas encorajam e inspiram outras mulheres”, reforça.