MERCADO EXTERNO

EUA compram 42% mais carne brasileira em setembro, mas avanço não compensa queda da China

Brasil exportou 195,2 mil toneladas de carne bovina in natura, queda de 38% sobre setembro de 2025

7 OUT 2026 • POR IMEA • 09h54

Os Estados Unidos ampliaram as compras de carne bovina brasileira em setembro, primeiro mês de vigência da cota adicional que permite importar determinados produtos com tarifa reduzida. Foram embarcadas 44,4 mil toneladas ao mercado americano, segundo levantamento da Terra Investimentos, com dados da Secex/MDIC.

O volume supera em 42% as 31,3 mil toneladas destinadas aos EUA em agosto. São 13 mil toneladas adicionais em um mês, sinalizando aceleração dos embarques no início da janela comercial mais favorável. Em agosto, os americanos já haviam assumido a liderança entre os compradores da carne brasileira. O resultado americano contrasta com o desempenho geral das vendas externas.

Enquanto os EUA aumentaram suas compras, o Brasil exportou 195,2 mil toneladas de carne bovina in natura, queda de 38% sobre setembro de 2025. Com as 44,4 mil toneladas, os Estados Unidos responderam por aproximadamente 22,7% das exportações brasileiras contra 16% em agosto. 16%.  

Os americanos compraram mais que o dobro do segundo colocado, o Chile, e aproximadamente quatro vezes o volume destinado à China em setembro de apenas 5,6% do volume de setembro. A cota adicional dos EUA contempla aparas e recortes magros destinados principalmente à fabricação de carne moída. A expansão dos embarques aos EUA ajudou a absorver carne brasileira, mas não foi suficiente para devolver às exportações totais o ritmo observado nos últimos dois anos.

As 195,2 mil toneladas de setembro ficaram abaixo das 314,6 mil toneladas de setembro de 2025 e das 251,6 mil toneladas de setembro de 2024. Na comparação com agosto deste ano, quando o levantamento anterior apontou 195,7 mil toneladas, o total ficou praticamente estável.

Apesar da retração de 38% no volume frente a setembro do ano passado, o faturamento caiu em proporção menor: 30,6%, para aproximadamente US$ 1,23 bilhão. O amortecimento veio do preço médio, que alcançou US$ 6.284,70 por tonelada, alta de 11,9% na comparação anual.