Preço do bezerro em alta: o que esperar da estação de monta de 2026?
Com menos fêmeas disponíveis, pecuaristas podem ampliar o uso de tecnologias reprodutivas e dar mais chances de prenhez às matrizes nesta temporada
A valorização do bezerro e a menor oferta de fêmeas devem influenciar as decisões dos pecuaristas na estação de monta do fim de 2026. A avaliação é de Felipe Fabbri, consultor de mercado da Scot Consultoria, no quadro Conversa com o Analista, parceria do Terraviva DBO na TV com a Scot Consultoria, exibido no programa desta terça-feira, 22/9.
Segundo Fabbri, uma possível resposta dos produtores é intensificar o uso de ferramentas para elevar as taxas de prenhez. Entre elas, o consultor cita a compra de sêmen bovino, a inseminação artificial, a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e a transferência de embriões.
Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria (Foto: Reprodução/Terraviva DBO na TV)
“O primeiro ponto que a gente deve talvez ver com mais frequência é o uso de ferramentas relacionadas à atividade para garantir uma taxa de prenhez mais elevada”, afirma. Na análise do consultor, a intenção é aproveitar melhor o cenário de preços elevados dos bezerros diante da menor disponibilidade de fêmeas.
Preço do bezerro pode favorecer novos repasses
Fabbri também considera a possibilidade de mais fêmeas permanecerem no plantel para uma nova tentativa de cobertura quando a prenhez não for identificada inicialmente. Essa decisão pode ter reflexos na oferta de animais ao mercado.
“Talvez a gente veja com mais frequência uma quantidade de repasses em função do preço do bezerro atrativo, estimulando essa fêmea a ficar no plantel”, diz o consultor.
Para ele, a combinação entre a valorização dos animais jovens e a menor oferta de fêmeas pode incentivar os produtores a buscar mais oportunidades de prenhez nesta estação de monta.