China despenca para 4º lugar no ranking dos maiores clientes da carne bovina brasileira em ago/
EUA assume a liderança absoluta dos maiores compradores, com 15,1% de participação no mercado, quase o dobro da fatia obtida pelo gigante asiático (7,6%)
Em agosto/26, a China, historicamente o maior comprador mundial da carne bovina brasileira, despencou para quarto lugar no ranking dos maiores clientes, ficando atrás dos EUA, Rússia e Chile, de acordo com dados apurados pelo Portal DBO, com base em informações disponíveis no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No mês passado, em receita, os embarques da proteína ao mercado chinês atingiram apenas US$ 92,1 milhões, com forte retração de 89,6% sobre a receita obtida em igual mês de 2025.
Com isso, a participação do país asiático no total de vendas externas de carne bovina brasileira caiu para 7,6% em agosto/26, ante fatia de 15,1% dos EUA, 9,5% da Rússia e de 8,9% do Chile.
A queda da China para o quarto lugar no ranking deve-se à decisão dos exportadores brasileiros em frear os embarques ao país depois do quase esgotamento da cota de salvaguarda estabelecida pelo governo de Pequim a partir de janeiro/26, de 1,1 milhão de toneladas.
Para não correr o risco de taxação adicional de 55% após o preenchimento total da cota, nos últimos dois meses, os frigoríficos brasileiros reduziram drasticamente as negociações com os importadores chineses, desviando parte da mercadoria para outros mercados, além de reduzir as operações nas fábricas do País.
Acumulado de 2026
No período de janeiro a agosto deste ano, porém, a China mantém a posição de liderança na lista dos maiores importadores da proteína brasileira, com 46,3% de participação (receita de US$ 5,4 bilhões), ante fatia de 12,3% (US$ 1,5 bilhão) dos EUA, de 5,5% (US$ 647,1 milhões) do Chile e 3,7% (US$ 431,4 milhões) da Rússia.