Setembro inicia com alta nos preços do boi gordo em SP, MT, MS, TO, entre outras praças
No interior de São Paulo, informa a Scot Consultoria, o animal sem padrão-exportação subiu R$ 3/@ nesta terça-feira (1/9), fechando o dia em R$ 345/@, no prazo
Após um fim de agosto pressionado, o mercado brasileiro do boi gordo iniciou setembro/26 com recuperação nos preços da arroba, informa a Scot Consultoria, que acompanha diariamente as negociações em mais de 30 regiões do País.
Nesta terça-feira (1/9), a Scot apurou aumento nos preços do animal terminado nas praças de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
No interior de São Paulo, informa a consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação registrou alta diária de R$ 3/@, fechando o dia em R$ 345/@, no prazo, enquanto o “boi-China” avançou R$ 1/@, também cotado em R$ 345/@ – portanto sem ágio entre as duas categorias.
“A ponta vendedora está firme em suas expectativas de preços e não negocia a referências muito inferiores, mantendo a oferta de gado controlada”, observam os analistas da Scot.
Segundo a consultoria, as indústrias paulistas que precisaram se abastecer e manter escalas de abate confortáveis elevaram suas ofertas entre a tarde de ontem e a manhã desta terça-feira.
“As ofertas ainda não chegam ao que é pedido pelos vendedores, mas também não ficam tão abaixo a ponto de inviabilizar os negócios”, ressalta a Scot.
Medida dos EUA reforça viés de alta da arroba no País
Segundo os analistas, além do recebimento dos salários neste início de setembro e do quadro atual de escassez de oferta de animais terminados neste período de entressafra de capim, o mercado do boi passou a conviver com um outro fundamento importante de alta: a possibilidade de exportar mais carne bovina brasileira aos EUA, depois que o governo Trump ampliou temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina sem cobrança de tarifas.
“A medida abre uma oportunidade para a indústria brasileira, embora o volume seja disputado com outros fornecedores habilitados e ainda não seja possível dimensionar a participação efetiva do Brasil”, relata a Agrifatto.
Além disso, continua a consultoria, a medida norte-americana ganha ainda mais importância diante da perda de ritmo dos embarques brasileiros após o quase esgotamento da cota chinesa de importação para 2026.
Boi futuro: Preços ficam estáveis nas duas últimas sessões da B3
No pregão de segunda-feira (31/8) da B3, os contratos do boi gordo apresentaram estabilidade pelo segundo dia consecutivo.
O papel para outubro/26, pico da entressafra, fechou a sessão cotado a R$ 368,15/@, com leve avanço de 0,07% sobre o fechamento anterior.