MERCADO LÁCTEO

Preço do leite ao produtor sobe em junho e fecha 1º semestre com alta de 33%

As importações e exportações brasileiras de lácteos avançaram em julho, com crescimento mais expressivo dos embarques

20 AGO 2026 • POR Cepea • 08h00

O preço do leite captado em junho subiu pelo sexto mês consecutivo. A alta frente a maio foi de 3,02%, em termos reais, e a “Média Brasil” ficou em R$ 2,7464/litro. Na comparação com o junho do ano passado, o preço está 0,86% menor. Desde janeiro, o valor pago ao produtor acumula avanço real de 33,1%. Ainda assim, a média real do primeiro semestre, de R$ 2,4659/litro, ficou 14,0% abaixo da registrada no mesmo período de 2025 (os valores foram deflacionados pelo IPCA de junho).

Preços do UHT ganham força em julho, enquanto leite em pó segue pressionado
Pesquisa do Cepea, em parceria com a OCB, mostrou que o mercado de lácteos apresentou comportamentos distintos entre os produtos analisados no atacado paulista em julho. Em meio à alta no preço do leite cru (3,02% frente a maio), o leite UHT teve um mês de recuperação, com avanço de 7,35% e preço médio de R$ 4,88/litro. Tanto as variações mensais quanto as semanais confirmaram essa tendência de alta, indicando maior firmeza nas negociações.

Comércio brasileiro de lácteos é impulsionado em julho pela compra de queijos e leite em pó
As importações e exportações brasileiras de lácteos avançaram em julho, com crescimento mais expressivo dos embarques. As importações aumentaram 9,01% no período, totalizando 236,3 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL), enquanto as exportações registraram elevação de 17,43%, alcançando 5,27 milhões de litros EqL. Na comparação com julho de 2025, as compras externas avançaram 33,49%, mas os embarques caíram 5,55%.

Custos ficam estáveis pelo segundo mês consecutivo
Os custos da pecuária leiteira ficaram estáveis pelo segundo mês consecutivo. Entre junho e julho, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou pequena queda de 0,31% na “média Brasil”. Dentre as praças acompanhadas pelo Cepea, Minas Gerais apresentou a baixa mais expressiva do COE no período, de 1,1%.