Coreia do Sul inicia missão técnica para avaliar importação de carne bovina do Brasil
A Coreia do Sul é um dos poucos destinos que permanecem fechados à carne bovina brasileira
A missão técnica da Coreia do Sul para avaliar o sistema sanitário brasileiro e os procedimentos de inspeção da produção e da exportação de carne bovina in natura começou nesta terça-feira (11/8).
A agenda faz parte do processo voltado à abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira. Não há, no entanto, expectativas no setor privado e no governo federal de um desfecho no curto prazo.
A comitiva de veterinários e diretores da Agência de Quarentena Animal e Vegetal sul-coreana (APQA, na sigla em inglês) percorrerá Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco até 20 de agosto. O roteiro inclui visitas a estabelecimentos produtores e processadores de carne bovina, fábrica de ração, indústria de reciclagem animal, postos de controle e fiscalização de fronteiras e em portos e um laboratório federal de defesa agropecuária.
As visitas não são para habilitação dos estabelecimentos exportadores. Os técnicos sul-coreanos vão avaliar o funcionamento do sistema sanitário como um todo para fazer a análise de risco da possível abertura de mercado.
A Coreia do Sul é um dos poucos destinos que permanecem fechados à carne bovina brasileira. Uma das exigências sanitárias dos sul-coreanos é que o país produtor seja livre de febre aftosa sem vacinação, status conquistado pelo Brasil em 2025.
Após a auditoria presencial, que será realizada por uma das duas agências estatais responsáveis pelas avaliações sanitárias, o processo com a Coreia do Sul é apenas documental. Os sul-coreanos importam cerca de 600 mil toneladas de carne bovina por ano, principalmente dos Estados Unidos e da Austrália.
Em julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e tratou do tema. "Após 17 anos de negociação, temos agora o compromisso concreto da missão da certificação sanitária ao Brasil no próximo mês, um passo decisivo para o acesso dos frigoríficos brasileiros ao mercado coreano", afirmou Lula na ocasião.