MERCADO EXTERNO

Brasil atinge 90% da cota de carne para a China

Ritmo de exportações de carne bovina para a China despencou em julho, com a perspectiva de esgotamento da cota

11 AGO 2026 • POR Mapa | Ministério da Agricultura e Pecuária • 14h48

O governo chinês informou, há pouco, que a carne bovina importada do Brasil sob as medidas de salvaguarda atingiu 90% da cota estipulada para 2026 na segunda-feira (10/8). Se ultrapassar o volume de 1,1 milhão de toneladas autorizado para este ano, a exportação da proteína brasileira será sobretaxada em 55% a partir do terceiro dia.

Com isso, a China considera que entraram de janeiro até agora 995,4 mil toneladas de carne bovina in natura do Brasil. A cota é de 1,106 milhão de toneladas com tarifa de 12%. “A carne bovina importada do Brasil sob as medidas de salvaguarda atingiu 90% da quantidade estipulada pelo Ministério do Comércio no Anúncio nº 87 de 2025, em 10 de agosto de 2026.

De acordo com o Anúncio nº 87 de 2025, a partir do terceiro dia após a quantidade de carne bovina importada atingir 100% da quantidade estipulada (inclusive), será imposta uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota tarifária já aplicável”, diz o comunicado publicado pelo Ministério do Comércio da China (Mofcom, na sigla em inglês).

O ritmo de exportações de carne bovina para a China despencou em julho, com a perspectiva de esgotamento da cota. Os chineses anunciaram agora que 90% do volume foi atingido porque o cálculo é feito no desembaraço e entrada das cargas no território do país asiático.

Já a conta dos frigoríficos brasileiros considera as cargas já embarcadas e que levam até dois meses para atracar nos portos do outro lado do mundo. Em julho, as indústrias brasileiras embarcaram 85,7 mil toneladas de carne bovina para os portos chineses no mês passado, o pior resultado mensal de 2026. O volume é 47% menor que as 161,8 mil toneladas de junho.

O faturamento caiu 50,3% no período, de US$ 1,08 bilhão para R$ 537,8 milhões. Do total exportado para os chineses no mês passado, 82,7 mil toneladas foram de carne bovina in natura, considerada para a cota, com receita de US$ 529,2 milhões.

A expectativa no setor frigorífico é que a produção de carne bovina com foco na China seja retomada apenas em outubro, para novas exportações em meados de novembro. Assim, as cargas entrarão no país asiático a partir de janeiro do próximo ano e ocuparão a cota de 2027.