Frigoríficos continuam em dificuldade para alongar escalas de abate
O mercado físico do boi gordo foi marcado por um ritmo "truncado" na sexta-feira (24), com poucos negócios concretizados ao longo do dia
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontuou que o cenário ainda é de dificuldade em relação a oferta de animais terminados, com escalas de abate encurtadas. “Os frigoríficos ainda operam com menor capacidade de abate ao longo do mês, contando com redução de turnos de abate e até mesmo férias coletivas.
O mercado segue atento ao ritmo de exportação, com o relatório semanal do Secex ocupando papel central para interpretar se há ou não redução das exportações brasileiras de carne bovina”, disse.
Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 343,33. Goiás: R$ 326,25. Minas Gerais: R$ 320,29. Mato Grosso do Sul: R$ 332,05. Mato Grosso: R$ 321,76. O mercado atacadista apresenta preços em predominante acomodação para a carne bovina.
“O ambiente de negócios ainda sugere por espaço limitado para altas ainda mais consistentes, dada a dificuldade da indústria de repassar os preços adiante, consequência do baixo poder de compra da população brasileira”, aponta Iglesias.
Segundo ele, vale lembrar que as proteínas concorrentes, como a de frango e suína, ainda contam com maior competitividade em relação à carne bovina. Quarto traseiro: R$ 26,50 por quilo. Quarto dianteiro: R$ 20 por quilo. Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo.