Frigoríficos continuam encontrando dificuldades para alongar suas escalas de abate
O mercado físico do boi gordo segue marcado por tentativas de compra em patamares mais baixos em grande parte do país
“No entanto, desde a semana passada o ambiente de negócios permanece bastante truncado, com reduzida fluidez nas negociações”, aponta o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.
De acordo com ele, mesmo diante da diminuição do ritmo de processamento, estratégia adotada pela indústria frigorífica para adequar a produção a uma nova realidade de demanda após o esgotamento precoce das cotas de exportação de carne bovina para a China, os frigoríficos continuam encontrando dificuldades para alongar suas escalas de abate.
“Na média nacional, as programações seguem atendendo entre cinco e sete dias úteis, evidenciando que a oferta de animais terminados permanece suficiente apenas para manter uma cobertura relativamente curta”, disse o analista.
Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 327,33. Goiás: R$ 314,50. Minas Gerais: R$ 310,18. Mato Grosso do Sul: R$ 316,14. Mato Grosso: R$ 318,58. O mercado atacadista abriu a semana apresentando acomodação em seus preços.
“A eliminação precoce da seleção brasileira de futebol resulta em uma expectativa mais comedida de consumo em relação à Copa do Mundo”, alerta. Iglesias ainda pondera que a carne bovina ainda perde competitividade em relação às proteínas concorrentes, em especial se comparada à carne de frango. Quarto dianteiro: R$ 20,00 por quilo. Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 18,50