MERCADO EXTERNO

Exportações de carne bovina somam 1,7 milhão de toneladas no semestre

Receita com os embarques chegou a US$ 9,85 bilhões entre janeiro e junho de 2026, com avanço sobre o mesmo período do ano passado

6 JUL 2026 • POR José Roberto dos Santos | Com informações da ABIEC • 11h23

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 1,705 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 1,476 milhão de toneladas. A receita alcançou US$ 9,85 bilhões, alta de 36,2% frente aos US$ 7,24 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. A média mensal de embarques no período foi de aproximadamente 284 mil toneladas, consolidando o melhor primeiro semestre da história das exportações brasileiras de carne bovina, tanto em volume quanto em valor. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Entre os principais mercados no semestre, a China liderou com 794,7 mil toneladas e US$ 4,87 bilhões em compras, aumento de 24% em volume e de 49,4% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão, alta de 13% em volume e de 29,8% em valor. O Chile importou 70,7 mil toneladas, gerando US$ 420,2 milhões, crescimento de 20% em volume e de 33,2% em receita. A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com receita de US$ 284,1 milhões, alta de 53,8% em volume e de 58,9% em valor. Já a União Europeia, terceiro maior destino em valor para a carne bovina brasileira no semestre, importou 51,2 mil toneladas e movimentou US$ 452,3 milhões, crescimento de 18,2% em volume e de 53,5% em valor.

Em junho, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 317,3 mil toneladas, volume 16,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 272,2 mil toneladas. A receita obtida com as exportações somou US$ 1,975 bilhão, resultado 38,1% superior ao registrado em junho de 2025.

O produto in natura respondeu por 279,7 mil toneladas (88,1% do volume exportado) e US$ 1,83 bilhão (92,6% da receita). As carnes industrializadas representaram 8,5 mil toneladas (2,7%) e US$ 74 milhões (3,8%), seguidas por miúdos, com 20,1 mil toneladas (6,3%) e US$ 46,3 milhões (2,3%), gorduras (6,2 mil toneladas e US$ 16 milhões), tripas (2,7 mil toneladas e US$ 9,3 milhões) e carnes salgadas (131 toneladas e US$ 754 mil).

A China se manteve como principal destino da carne bovina brasileira em junho, responsável por 161,9 mil toneladas, aumento de 19% em relação a junho de 2025, e US$ 1,08 bilhão em receita, crescimento de 39,5%. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 26,4 mil toneladas, redução de 8,3%, e US$ 192,9 milhões, alta de 16,4%. O Chile ocupou o terceiro lugar, com 12,9 mil toneladas, crescimento de 67,5%, e US$ 81,7 milhões, avanço de 56,8%. O México apareceu na quarta posição, com 11,8 mil toneladas, aumento de 153,9%, e receita de US$ 74 milhões, alta de 136,6%.

A Indonésia completou o Top 5 em volume, com 10,6 mil toneladas, seguida por Hong Kong (10 mil toneladas), Arábia Saudita (9 mil toneladas), União Europeia (8,2 mil toneladas), Rússia (8,1 mil toneladas) e Filipinas (6,5 mil toneladas). Em receita, a União Europeia figurou como o quarto principal mercado do mês, com US$ 75,2 milhões, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.

O desempenho de junho consolidou o melhor resultado mensal da série histórica das exportações brasileiras de carne bovina, superando os recordes registrados em maio tanto em volume quanto em receita.