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MS reforça protagonismo na pecuária em trimestre histórico para o agronegócio

Estado se destaca na cadeia bovina e ocupa a terceira posição nacional no processamento de couro

16 JUN 2026 • POR Com informações do Campo Grande News | Com informações da Agência IBGE de Notícias • 14h21

Enquanto o Brasil registrou recordes no abate de bovinos, suínos e frangos para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997, Mato Grosso do Sul consolidou sua posição entre os principais polos da pecuária nacional e reforçou o peso do agronegócio na economia estadual.

Os dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país abateu 10,29 milhões de bovinos entre janeiro e março de 2026, volume 3,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O resultado representa o maior primeiro trimestre da história da pesquisa.

Embora Mato Grosso continue liderando o ranking nacional, Mato Grosso do Sul permanece entre os estados que sustentam a expansão da atividade pecuária brasileira. O avanço do setor ocorre em um momento de forte demanda da indústria frigorífica e de aumento da participação das fêmeas nos abates, fenômeno que marcou o início deste ano.

Segundo o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, a participação das fêmeas alcançou 49,9% dos abates bovinos no país, o maior percentual já registrado para um primeiro trimestre. O movimento indica uma retomada do ciclo de oferta de animais e contribuiu para elevar a produção nacional de carne bovina.

Além da força nos frigoríficos, Mato Grosso do Sul também aparece entre os líderes nacionais na cadeia do couro. Os curtumes instalados no Estado receberam 12,1% de todas as peças de couro cru bovino processadas no Brasil no primeiro trimestre, colocando o Estado na terceira posição nacional, atrás apenas de Goiás e Mato Grosso.

A participação expressiva evidencia a importância da verticalização da pecuária sul-mato-grossense. Não se trata apenas da produção de animais para abate, mas também da geração de valor agregado por meio da indústria de processamento de couro, atividade que movimenta exportações, empregos e investimentos.

Couro bovino

No cenário nacional, os curtumes receberam 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no período, volume praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025.

O desempenho da pecuária também ajudou a elevar a produção de carne no país. Foram produzidas 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas, crescimento de 5,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os recordes não ficaram restritos aos bovinos. O Brasil abateu 15,27 milhões de suínos e 1,71 bilhão de frangos no primeiro trimestre, ambos os maiores resultados já registrados para o período. A produção de carne suína alcançou 1,43 milhão de toneladas, enquanto a de frango chegou a 3,73 milhões de toneladas.

Produção leiteira

Outro indicador histórico veio da produção leiteira. A aquisição de leite cru pelas indústrias sob inspeção sanitária atingiu 6,78 bilhões de litros, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre. Apesar disso, o preço médio pago ao produtor ficou abaixo do observado no mesmo período de 2025, embora tenha apresentado recuperação ao longo dos três primeiros meses do ano.

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio brasileiro e, especialmente, de Mato Grosso do Sul, que segue ampliando sua participação nas cadeias de proteína animal. Com um dos maiores rebanhos do país, forte presença industrial e localização estratégica para exportação, o Estado continua consolidando sua posição como uma das locomotivas da pecuária nacional.

Abates do Brasil

No 1º trimestre de 2026, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos, maior resultado de um 1º trimestre da série histórica, iniciada em 1997. O resultado foi 3,3% superior ao 1º trimestre de 2025 e 6,9 % abaixo do registrado no trimestre imediatamente anterior.

Também no 1º trimestre de 2026, foram abatidas 15,27 milhões de cabeças de suínos, alta de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025 e leve queda de 0,1% na comparação com o 4º trimestre de 2025. Esse foi o melhor resultado para um 1° trimestre na série histórica.

Quanto ao abate de frangos, foram abatidas 1,71 bilhão de cabeças de frangos, aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025 e queda de 0,5% na comparação com o 4º trimestre de 2025. Esse resultado foi o segundo melhor para um trimestre, superado apenas pelo recorde do trimestre anterior.