MERCADO PECUÁRIO

Boi gordo: viés de baixa perde força com a maior disputa entre frigoríficos e pecuaristas

De acordo com a Agrifatto, compradores e vendedores seguem cautelosos, à espera de um melhor posicionamento do mercado para avançar nos negócios

27 MAI 2026 • POR Portal DBO • 08h30

As negociações continuam lentas no mercado brasileiro do boi gordo, com compras seletivas e pouca fluidez nas principais praças do País, informa nesta terça-feira (26/5) a Agrifatto.

“De modo geral, compradores e vendedores seguem cautelosos, à espera de um melhor posicionamento do mercado para avançar nos negócios”, ressalta a consultoria. Nesse contexto, dizem os analistas da Agrifatto, a disputa entre pecuaristas e frigoríficos continua acirrada. 

“Os produtores passaram a dosar a liberação dos lotes e resistiram a patamares considerados baixos, apostando em uma melhora do mercado externo e em menor pressão sobre a arroba”, ressalta a consultoria.

Do outro lado, continua a Agrifatto, as indústrias brasileiras, sustentadas por escalas de abate confortáveis — em torno de oito dias úteis —, seguem sem urgência nas aquisições, mantendo bom maior poder de barganha nas negociações.

No entanto, diz a Agrifatto, após algumas semanas de variações negativas nos preços do boi gordo, começaram a surgir sinais pontuais de sustentação, principalmente em regiões onde a retenção de animais ainda limita a oferta imediata. 

“Em praças de MT, MS, PA e SP, esse movimento — ainda insuficiente para indicar uma recuperação mais ampla — reforçou a postura mais firme do pecuarista e mostrou um mercado ativo, embora seletivo”, observa a Agrifatto. 

Com isso, diz a consultoria, a combinação entre oferta mais controlada, maior dificuldade na composição das escalas em algumas regiões e exportações aquecidas voltou a dar suporte às cotações da arroba.

Mesmo assim, o mercado do boi gordo permanece travado e com baixo volume de negócios neste início de semana. 

Pelos dados da Agrifatto, nesta terça-feira, o boi gordo sem padrão-exportação continuou valendo R$ 345/@ no mercado de São Paulo, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 355/@ (prazo). 

“Pelo terceiro dia consecutivo, as cotações seguiram estáveis nas 17 regiões acompanhadas, embora o viés já sinalize uma leve recuperação”, afirmam os analistas da Agrifatto.

Segundo apuração da Scot Consultoria, no interior paulista, o boi gordo destinado ao mercado doméstico está apregoado em R$ 345/@, a vaca gorda em R$ 318/@, a novilha em R$ 327/@ e o “boi China” está cotado em R$ 348/@ (todos os preços são brutos e com prazo).