Mercado abre a semana em ritmo lento, mas viés de baixa é mantido
"A sazonalidade típica de maio vai exercendo pressão negativa sobre a arroba", relata a Agrifatto, referindo-se ao aumento de oferta de bois ocasionado pela perda de qualidade das pastagens
Nesta segunda-feira (11/5), o mercado brasileiro do boi gordo seguiu em ritmo lento, com estabilidade nos preços da arroba nas principais praças monitoradas pelos analistas da Agrifatto e Scot Consultoria, que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário.
Segundo a Agrifatto, a queda acentuada das temperaturas em importantes regiões do País durante o último fim de semana pode estimular, ainda que pontualmente, maior entrada de animais terminados ao mercado, adicionando viés baixista às negociações nos próximos dias.
“A sazonalidade típica de maio continua exercendo pressão negativa sobre a arroba, à medida que o avanço do período seco compromete gradualmente a capacidade de suporte das pastagens e estimula maior volume de oferta”, ressalta a Agrifatto, acrescentando que a “desova de animais de pasto tem contribuído para escalas de abate mais confortáveis entre as indústrias brasileiras”.
Ainda de acordo com apuração da Agrifatto, os frigoríficos com escalas mais confortáveis mantêm postura cautelosa nas aquisições de boiadas gordas, sem necessidade imediata de recomposição e atentos a oportunidades em patamares mais baixos.
Em contrapartida, diz a consultoria, unidades com programações mais curtas seguem mais presentes nas negociações, absorvendo lotes dentro das referências defendidas pelos pecuaristas.
Preços em São Paulo
Nesta segunda-feira, pelos dados da Agrifatto, o boi gordo sem padrão-exportação seguiu valendo R$ 350/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 360/@ (valores no prazo).
Pelo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a semana começou com um recuo de R$ 1/@ para a vaca gorda e de R$ 2/@ para a novilha terminada, agora negociadas por R$ 322/@ e R$ 335/@, respectivamente (valores brutos, no prazo).
Por sua vez, acrescenta a Scot, a cotação do “boi-China” abatido no mercado paulista segue em R$ 360/@ e o boi gordo sem padrão-exportação está cotado em R$ 355/@.
“Já há negócios sendo realizados abaixo desses patamares, mas em volume insuficiente para determinar referência no mercado”, observa a Scot.