Preços do boi gordo recuam em nove praças pecuárias, relata Agrifatto
AC, AL, BA, MS, PR, RO e SC as cotações da arroba ficaram estáveis
Nesta quinta-feira (7/5), os preços do boi gordo recuaram em 9 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto – em SP, ES, GO, MA, MG, MT, PA, RJ e TO.
Em outras 7 regiões (AC, AL, BA, MS, PR, RO e SC), as cotações da arroba ficaram estáveis, e, na praça de Rio Grande do Sul, o valor do animal terminado subiu em relação ao preço de quarta-feira (6/5), acrescenta a Agrifatto.
Pelos dados levantados pela consultoria, em São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação caiu para R$ 350/@, enquanto o “boi-China” ficou cotado em R$ 360/@ (valores a prazo).
Nas demais 16 praças acompanhadas pela Agrifatto, a média da arroba caiu para R$ 339,45/@.
Pelos números apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo destinado ao mercado interno paulista está cotado em R$ 355/@, o “boi-China vale em R$ 360/@ na mesma praça, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 328/@ e R$ 340/@, respectivamente (preços brutos e com prazo).
As escalas de abate em São Paulo, informa a Scot, estão, em média, para 12 dias.
“A expectativa é de intensificação da pressão baixista a partir da segunda quinzena de maio”, prevê a Agrifatto, referindo-se à possibilidade de retração no consumo doméstico de carne bovina, devido ao esgotamento dos salários recebidos no início do mês.
Segundo os analistas, os agentes de mercado continuam de olho no avanço do preenchimento da cota de importação da China, que pode ser integralmente utilizada até meados de junho/26, influenciando o ritmo dos negócios com boiada gorda no curto prazo.
Na avaliação da Agrifatto, o movimento de baixa nos preços da arroba tornou-se mais evidente em Goiás e Minas Gerais, onde o estresse hídrico comprometeu as pastagens e reduziu a capacidade de retenção dos animais pelos produtores.
Em contrapartida, os Estados de Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rondônia seguem com um ambiente climático mais equilibrado, sustentado pelas chuvas regulares de abril, que preservaram a qualidade das pastagens e evitaram recuos mais acentuados nas cotações do boi gordo.
Na visão dos analistas da Scot, os fundamentos de mercado não mudaram. “Frigoríficos de maior porte e com escalas mais alongadas negociam sem pressa, aproveitando oportunidades e tentando comprar lotes de boiadas gordas com preços menores”, relata a consultoria.
Por sua vez, continua a Scot, as indústrias com escalas mais curtas estão mais ativas e pagam o valor que é pedido. Em relação à oferta, dizem os analistas, ela não está grande, mas tem atendido à demanda.
Sobre o setor de exportação de carne bovina, o mercado segue cercado por especulações, observa a Scot. “A expectativa de quando a cota chinesa será preenchida e como ficará o mercado quando isso ocorrer limita movimentos de alta para a cotação do boi-China”, relatam os analistas.
A Scot chama a atenção para uma questão sazonal: Maio, tradicionalmente, é marcado pela queda da cotação da arroba do boi gordo, reflexo do aumento da oferta provocado pelo avanço do outono e pela consequente perda do vigor das pastagens.
“Nesse contexto, mesmo que as vendas de carne bovina melhorem, a expectativa é mais de acomodação dos preços e limitação das quedas do que de movimentos de alta”, acreditam os analistas da Scot.
Certa estabilidade no mercado futuro
No mercado futuro, os contratos do boi gordo registram certa estabilidade no pregão de quarta-feira (6/5) da B3.
O papel com vencimento em maio/26 terminou a sessão valendo R$ 341,95/@, com ligeira queda de 0,49% em relação ao dia anterior.