Preços da arroba seguem pressionados, e "boi-China" recua R$ 3/@ em SP
Segundo a Agrifatto, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros avançaram na última semana, alcançando média nacional de 8 dias
A segunda-feira (27/4) abriu com queda de R$ 3/@ no preço do “boi-China” em São Paulo, agora negociado por R$ 365/@, no prazo (valor bruto), conforme apuração da Scot Consultoria.
Pelos dados da Scot, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 363/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas estão cotadas em R$ 332/@ e R$ 342/@, respectivamente (preços brutos, no prazo).
Na sexta-feira (24/4), a Agrifatto identificou queda nos preços da arroba em 10 das 17 regiões monitoradas diariamente – SP, BA, GO, MG, MS, MT, PA, PR, RO e SC .
Nesta segunda-feira, de acordo com levantamento da Agrifatto, todas as 17 praças acompanhadas registraram estabilidade nas cotações do boi gordo, “indicando um compasso de espera após os ajustes recentes”.
“O mercado ainda segue pautado por uma disputa de forças: de um lado, a pressão da indústria; de outro, a oferta ainda restrita e a reposição firme, que funcionam como sustentação para os preços”, analisa a Agrifatto.
Segundo a consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros avançaram na última semana, alcançando média nacional de 8 dias.
Com isso, ressalta a Agrifatto, “a indústria passou a se sentir mais confortável em relação à originação (compra) de animais”.
Balanço da última semana
No mercado físico, os preços do boi gordo recuaram ao longo da última semana em relação à semana anterior. O indicador Datagro fechou com média de R$ 362,69/@, queda semanal de 0,85%.
O indicador Agrifatto seguiu a mesma direção, com média semanal de R$ 365,37/@, um recuo de 0,87%. O Cepea fechou a semana com baixa de 0,73%, com média de R$ 363,56/@.
No mercado futuro, na comparação entre as duas últimas sextas-feiras, o contrato de curtíssimo prazo (abril/216) recuou 0,39%, encerrando a sessão da B3 cotado a R$ 358,60/@.
Por sua vez, o contrato de maio/26 subiu 0,25%, fechando o pregão de sexta-feira em R$ 347,40/@. O papel com vencimento em junho/26 registrou alta semanal de 0,58%, para R$ 338,55/@, e o contrato de julho/26 apresentou recuperação ainda mais expressiva, com valorização de 2,30%, encerrando a semana em R$ 342,40/@.
O deságio continua
Pela terceira semana consecutiva, o deságio segue evidente em todos os contratos, destaca a Agrifatto. O vencimento abril/26 opera com deságio de R$ 1,72/@ frente ao mercado físico, movimento que se aprofunda de forma expressiva à medida que a curva avança para o pico da safra, atingindo o patamar crítico de R$ 24,27/@ negativos no contrato de julho/26.