Em 2025, a pecuária do Brasil registra a maior produção de sua história
Foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de bovinos, representando um novo recorde e aumento de 8,2% em relação a 2024
Em 2025, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de bovinos, representando um novo recorde e aumento de 8,2% em relação a 2024, até então o maior valor da série. A tendência de crescimento é observada desde 2022.
Também em 2025, foram abatidas 6,69 bilhões de cabeças de frangos, alta de 3,1% (+201,34 milhões de cabeças) em relação ao ano de 2024, alcançando novo recorde da série histórica iniciada em 1997. Em 2024, o abate de frangos também havia sido recorde.
Quanto ao abate de suínos, em 2025, foram abatidas 60,69 milhões de cabeças, aumento de 4,3% (+2,51 milhões de cabeças) em relação ao ano de 2024. Também é um novo recorde na série histórica, que não apresentou crescimento somente na passagem dos anos 2003/2004.
A aquisição de leite cru acumulada em 2025 foi de 27,51 bilhões de litros, um acréscimo de 8,5% sobre a quantidade registrada em 2024. Foi o terceiro ano seguido de crescimento na aquisição de leite, que chegou ao recorde em 2025.
A produção de ovos de galinha, em 2025, foi de 4,95 bilhões de dúzias, aumento de 5,7% em relação ao ano anterior, mais um recorde na série histórica da pesquisa. Desde 1998, a produção de ovos bate recorde no Brasil, crescendo por 28 anos seguidos.
Em 2025, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro declararam ter recebido 44,03 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Essa quantidade, recorde na série histórica, foi 9,8% maior que a registrada em 2024.
No 4º trimestre de 2025, o abate de bovinos aumentou 14% em relação ao 4° trimestre de 2024 e teve queda de 2,7% comparado ao trimestre imediatamente anterior. O abate de frangos, no 4° trimestre de 2025, cresceu 5,7% em relação ao mesmo período de 2024 e 1,5% na comparação com o 3° trimestre de 2025. Já o abate de suínos, no 4° trimestre de 2025, registrou aumento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2024 e queda de 3,5% na comparação com o 3° trimestre de 2025.
A aquisição de leite, no 4° trimestre de 2025, foi de 7,36 bilhões de litros, acréscimo de 8,6% em relação ao 4° trimestre de 2024, e aumento de 3,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Foi o trimestre com a maior aquisição de leite na série histórica, iniciada em 1997.
Foram produzidas 1,26 bilhão de dúzias de ovos de galinha no 4º trimestre de 2025, correspondendo a um aumento de 4,1% em relação à quantidade apurada no 4° trimestre de 2024 e crescimento de 1,5% sobre a registrada no trimestre imediatamente anterior.
Já a aquisição de peças inteiras de couro cru pelos curtumes registrou, no 4° trimestre de 2025, aumento de 11,8% em relação ao adquirido no 4° trimestre de 2024 e uma queda de 2,4% frente o 3° trimestre de 2025, somando 11,13 milhões de peças de couro.
Pelo segundo ano seguido, abate de bovinos é o maior da série histórica
Foram abatidas, em 2025, 42,94 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária, com aumento de 8,2% em relação ao ano anterior. Em todos os trimestres do ano, houve avanço em relação ao mesmo trimestre de 2024.
Esse resultado dá sequência à tendência de crescimento verificada desde 2022. É o maior número obtido no histórico da pesquisa, superando o registrado em 2024, até então o recorde da série.
Em 2025, o abate de fêmeas apresentou alta pelo quarto ano consecutivo, com um incremento de 18,2% em comparação ao ano passado.
O abate de 3,25 milhões de cabeças de bovinos a mais, no comparativo 2025/2024, foi causado por avanços em 26 das 27 unidades da federação. Dentre as unidades com 1% ou mais de participação na produção nacional, os acréscimos mais expressivos foram em São Paulo (+629,22 mil cabeças), no Pará (+472,77 mil cabeças), em Rondônia (+364,43 mil toneladas), em Goiás (+244,87 mil cabeças), no Mato Grosso (+199,21 mil de cabeças) e no Mato Grosso do Sul (+175,09 mil cabeças).
Mato Grosso continuou liderando o ranking das UFs do abate de bovinos em 2025, com 17,1% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%)
No 4º trimestre de 2025, foram abatidas 11,04 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Houve alta de 14% frente o 4º trimestre de 2024 e queda de 2,7% em relação ao 3º trimestre de 2025.
Abate de frangos bate o recorde que havia sido registrado em 2024
No acumulado do ano, foram abatidas 6,69 bilhões de cabeças de frango, incremento de 3,1% (+201,34 milhões de cabeças) em relação ao ano de 2024, estabelecendo novo recorde da série histórica iniciada em 1997.
Numa comparação mensal entre os anos de 2025 e 2024, dezembro apresentou a maior alta (+57,26 milhões de cabeças). Já abril teve a maior queda (-20,97 milhões de cabeças).
O abate de 201,34 milhões de cabeças de frangos a mais em 2025, em relação a 2024, foi determinado por aumento no abate em 23 das 26 unidades da federação que participaram da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1,0% no total do país, houve avanços significativos em: Paraná (+67,09 milhões de cabeças), São Paulo (+43,69 milhões de cabeças), Goiás (+28,39 milhões de cabeças), Santa Catarina (+27,26 milhões de cabeças) e Rio Grande do Sul (+18,75 milhões de cabeças). As quedas mais significativas ocorreram no Mato Grosso do Sul (-3,91 milhões de cabeças) e no Mato Grosso (- 1,28 milhão de cabeças).
Paraná continuou liderando com folga o ranking das UFs no abate de frangos em 2025, com 34,4% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%), Rio Grande do Sul (11,4%) e, logo em seguida, São Paulo (11,3%).
No 4º trimestre de 2025, foram abatidas 1,71 bilhão de cabeças de frangos. Esse resultado significou aumento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2024 e alta de 1,5% na comparação com o 3° trimestre de 2025. Esse foi o melhor 4º trimestre da série histórica, impulsionado pelo outubro histórico (594,03 milhões de cabeças, o maior número em um mês da série iniciada em 1997).
Abate de suínos também bate recorde pelo segundo ano seguido
Em 2025, foram abatidas 60,69 milhões de cabeças de suínos, representando um aumento de 4,3% (+2,51 milhões de cabeças) em relação ao ano de 2024, que era o recorde da série histórica. Comparando-se mês a mês, setembro apresentou a maior alta em relação ao mesmo mês de 2024 (+471,71 mil cabeças de suínos), enquanto abril apresentou a maior queda (-31,57 mil cabeças)
O abate de 2,51 milhões de cabeças de suínos a mais em 2025, em relação ao ano anterior, foi impulsionado por avanços em 15 das 26 unidades da federação participantes da pesquisa. Dentre aquelas com 1,0% ou mais de participação nacional, ocorreram avanços significativos em: Minas Gerais (+760,72 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+692,46 mil cabeças), Paraná (+457,33 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+324,64 mil cabeças) e Santa Catarina (+267,26 mil cabeças). Em contrapartida, ocorreram quedas em: São Paulo (-118,43 mil cabeças) e Mato Grosso (-29,05 mil cabeças).
Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2025, com 28,2% do abate nacional, seguido por Paraná (21,2%) e Rio Grande do Sul (17,9%).
No 4º trimestre de 2025, o abate de suínos somou 15,29 milhões de cabeças, aumento de 5,8% ante ao mesmo período de 2024 e queda de 3,5% na comparação com o 3° trimestre de 2025.Foi o melhor 4° trimestre da série histórica. Ainda, outubro foi o mês com o maior abate da série, iniciada em 1997 (5,39 milhões de cabeças).
Aquisição de leite cresce pelo terceiro ano seguido, resultado é recorde
Os laticínios que atuam sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária captaram, em 2025, 27,51 bilhões de litros, acréscimo de 8,5% sobre a quantidade registrada em 2024. Foi o terceiro ano de crescimento na aquisição de leite, após as quedas de 2021 e 2022. A aquisição de 2025 bateu o recorde que havia sido registrado em 2020, de 25,64 bilhões de litros.
Na comparação mensal, todos os meses apresentaram variação positiva em relação a 2024, sendo que a variação mais significativa foi constatada em outubro (+276,65 milhões de litros).
Houve acréscimo de 2,15 bilhões de litros de leite no Brasil, entre 2025 e 2024, resultado do aumento do volume captado em 21 das 26 unidades da federação participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Os avanços mais consideráveis ocorreram no Rio Grande do Sul (418,56 milhões de litros), no Paraná (391,83 milhões de litros) e em São Paulo (297,20 milhões de litros). Contudo, houve queda em cinco estados, as mais expressivas no Mato Grosso (-13,21 milhões de litros), no Espírito Santo (-10,73 milhões de litros) e no Distrito Federal (-3,16 milhões de litros).
Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 23,9% da captação nacional, seguido por Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (12,8%).
Se considerada a produção ao longo de 2025, o preço médio do litro de leite adquirido ficou entorno de R$ 2,56, queda de 1,9% em relação ao preço médio de 2024 (R$ 2,61). A queda foi ainda maior quando se compara o quarto trimestre de 2025 com o mesmo período de 2024. Os preços médios foram de R$ 2,21 no último trimestre, queda de 19,9%.
No 4º trimestre de 2025, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária foi de 7,36 bilhões de litros, incremento de 8,6% em relação ao 4° trimestre de 2024, e aumento de 3,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Produção de ovos de galinha bate recorde pelo 28º ano seguido
A produção de ovos de galinha, em 2025, foi de 4,95 bilhões de dúzias, um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior. Pelo 28º ano seguido, o total da produção anual é um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 1998.
A produção de 265,00 milhões de dúzias de ovos a mais no País em relação a 2024, resultou do aumento de produção em 25 das 26 UFs com granjas enquadradas no universo da pesquisa, sendo que o único decréscimo foi observado no Ceará. Os aumentos mais expressivos ocorreram em: Minas Gerais (+37,7 milhões de dúzias), São Paulo (+31,59 milhões de dúzias), Pernambuco (+30,43 milhões de dúzias), Mato Grosso do Sul (+21,5 milhões de dúzias) e Rio Grande do Norte (+20,6 milhões de dúzias).
São Paulo continuou liderando o ranking dos estados em produção de ovos de galinha, com 25,2% da produção nacional, seguido por Minas Gerais (9,9%), pelo Paraná (9,6%) e pelo Espírito Santo (7,7).
Em 2025, 54,1% das granjas (1.179) produziram ovos para o consumo e 45,9% (1.000) das granjas produziram ovos para incubação. Assim, 82,4% dos ovos produzidos no país foram para consumo e 17,6% foram para incubação.
No 4º trimestre de 2025, a produção de ovos de galinha alcançou de 1,26 bilhão de dúzias, correspondendo a um aumento de 4,1% em relação à quantidade apurada no mesmo trimestre de 2024 e de 1,5% sobre a registrada no trimestre imediatamente anterior. O 4º trimestre de 2025 apresentou a maior produção já registrada pela pesquisa em um trimestre.
Aquisição de couro em 2025 foi a maior já registrada no Brasil
Em 2025, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro declararam ter recebido 44,03 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Essa quantidade, recorde na série histórica, foi 9,8% maior que a registrada em 2024. O maior crescimento ocorreu no mês de abril (+32,4%).
Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro são os que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano.
O aumento de 3,95 milhões de peças inteiras de couro no Brasil foi influenciada pelo incremento do recebimento de peles bovinas em nove das 17 unidades da federação participantes da pesquisa. Dentre as UFs com mais de 5,0% de participação nacional, os avanços mais significativos ocorreram em: Goiás (+1,48 milhão de peças), Rio Grande do Sul (586,02 mil peças) e Rondônia (+300,03 mil peças). Paraná, porém, apresentou redução de 45,15 mil peças.
No ranking das UFs, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação nacional, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).
No quarto trimestre de 2025, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro declararam ter recebido 11,13 milhões de peças inteiras. Isso representa um aumento de 11,8% em relação ao adquirido no 4° trimestre de 2024 e um decréscimo de 2,4% frente o 3° trimestre de 2025.