Mesmo com consumo lento, preferência por cortes traseiros mantém o mercado firme
A procura segue firme. As chuvas também estão ajudando
A disponibilidade restrita de animais terminados e a menor participação de fêmeas nas escalas desde janeiro, somados às programações curtas, que cobrem apenas cinco abates, têm sustentado a alta dos preços. O mercado físico do boi gordo iniciou fevereiro em ritmo acelerado e parece sinalizar um novo ciclo de valorização.
Na maioria das regiões, frigoríficos enfrentam dificuldades para alongar as escalas, enquanto o consumo doméstico e as vendas externas seguem firmes. Esse desequilíbrio entre oferta ajustada e demanda consistente resultou em elevação contínua das cotações, levando a referência em SP a R$ 350,00 a arroba, reacendendo discussões sobre o comportamento do ciclo pecuário em 2026.
Esse movimento de alta não acontece por acaso. De um lado, há pouca boiada pronta. Do outro lado, a procura segue firme. As chuvas também estão ajudando. Com pasto bom, o pecuarista consegue segurar o gado por mais tempo, vender aos poucos e negociar com mais firmeza com os frigoríficos, fortalecendo sua posição na hora de fechar negócio.
Mercado do boi
Na sexta-feira passada, a cotação em SP permaneceu em R$ 350,00. Nas demais praças, a média ficou em R$ 320,20, com todas as dezessete praças acompanhadas mantendo os preços estáveis. Após o período de inatividade durante o Carnaval, nesta quinta-feira as cotações em São Paulo e a média nas demais regiões permaneceram inalteradas.
Cabe destacar que, em São Paulo, foram registrados alguns negócios a R$ 355,00 por arroba, com pagamento à vista. No entanto, devido ao baixo volume negociado, esse valor não ganhou força suficiente para se firmar como referência de mercado.
Mercado do boi futuro
Na quarta-feira, a B3 encerrou o pregão em alta. Mais uma vez, o principal destaque foi o contrato com vencimento em fevereiro de 2026, desta vez com desempenho positivo, fechando cotado a R$ 345,55 por arroba, avanço de 0,25% no comparativo diário.
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