MERCADO

Mercado do boi gordo consolida movimento de alta de preços

Cotações da arroba ganharam impulso ao longo desta semana e atingiram o patamar de R$ 330 na praça de São Paulo

30 JAN 2026 • POR Portal DBO • 09h00

Nesta quinta-feira (29/1), o boi gordo voltou a subir na praça de São Paulo, repetindo o movimento de quarta-feira (28/1), informa a Agrifatto, que acompanha diariamente as negociações em 17 regiões brasileiras.

Pela apuração da consultoria, o animal sem padrão-exportação e “boi-China” são negociados pelo mesmo patamar – agora ambos valem R$ 330/@, uma valorização de R$ 5/@ sobre a cotação do dia anterior (ou de R$ 10/@ considerando como base os preços vigentes na terça-feira, 27).

Nesta quinta-feira, a Scot Consultoria também detectou aumento nas cotações do boi gordo paulista, embora trabalhe com um método de captação de preços diferente ao utilizado pela equipe da Agrifatto.

Pelos números da Scot, os valores do boi gordo (sem padrão-exportação) e do “boi China” subiram R$ 5/@ em São Paulo, para R$ 325/@ e R$ 330/@, respectivamente (no prazo).

Além de SP, a Agrifatto apurou, nesta quinta-feira, valorização do boi gordo em outras quatro praças: ES, PA, PR e SC. Nas demais regiões, os preços ficaram estáveis.

No mercado futuro da B3, os contratos do boi gordo encerraram o pregão de quarta-feira (28/1) em alta pelo terceiro dia consecutivo. 

O contrato de curtíssimo prazo (com vencimento em janeiro/26) foi negociado a R$ 324,55/@, com acréscimo de 0,48% em relação ao ajuste anterior.

“O mercado segue com tendência de preços firmes e viés de alta enquanto persistirem as atuais condições de oferta e demanda”, destacam os analistas da Agrifatto.

Tal movimento, ressalta a consultoria, consolida um ambiente de firmeza disseminada, reflexo direto da dificuldade enfrentada pelos frigoríficos para compor escalas de abate, que seguem curtas e atendem apenas seis dias úteis, na média nacional. 

A Agrifatto aponta quatro fatores que explicam a atual sustentação dos preços do boi gordo e a esperada continuidade da tendência de alta: a oferta curta de animais terminados, as escalas de abate enxutas, as exportações em ritmo acelerado e um mercado interno de carnes em processo de reação com a chegada da primeira quinzena de fevereiro, período tradicionalmente mais favorável ao consumo. 

Além disso, diz a consultoria, as boas condições das pastagens naturais oferecem mais tranquilidade ao pecuarista, fortalecendo seu poder de negociação. 

“Não por acaso, os contratos do boi na B3 já sinalizam valores ainda mais elevados para os próximos meses”, destaca a Agrifatto.