ANÁLISE ACRISSUL-AGRIFATTO

Oferta de gado gordo restrita sustenta o mercado e limita movimento de baixa

Consumo foi fraco na primeira quinze, desde a segunda- feira, as vendas foram diminuindo aos poucos, até atingirem o ponto mais fraco entre sexta e domingo

19 JAN 2026 • POR Acrissul | Agrifatto • 12h27


Ao longo da segunda semana de janeiro, já entrando na segunda quinzena, o mercado de carne bovina para o consumidor final começou a dar sinais claros de perda de fôlego. Desde a segunda-feira, as vendas foram diminuindo aos poucos, até atingirem o ponto mais fraco entre sexta e domingo.

O desempenho ficou bem abaixo do visto no início do mês, quando a entrada do salário ainda dá algum gás ao consumo, mas dura pouco. Com o orçamento mais apertado, o movimento nos supermercados, varejões e casas de carne esfriou. O que foi intenso entre os dias 5 e 11 perdeu força rapidamente e virou um comércio lento e sem expressão entre os dias 12 e 17.

Estabilidade geral

Com a resistência dos pecuaristas em negociar aos preços atuais, limitando a oferta no mercado, o ritmo de negócios envolvendo boiadas gordas seguiu lento neste fechamento da semana em São Paulo (praça de referência), com os preços da arroba dos animais terminados estacionados exatamente nos mesmos patamares da sexta-feira anterior (9/1).

Dessa maneira, segundo dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 318/@, o “boi-China é negociado em R$ 322/@, a vaca em R$ 302/@ e a novilha em R$ 312/@ (todos valores brutos, no prazo).

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 16/1 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria; clique AQUI.
Segundo os analistas da Agrifatto, atualmente, as boas condições das pastagens favorecem a retenção dos animais nas fazendas – não só em São Paulo, mas em boa parte das regiões pecuárias brasileiras.

Com isso, ressalta a consultoria, a pressão dos frigoríficos brasileiros para baixar os preços da arroba não tem surtido o efeito desejado – pelo menos por enquanto.

“Num contexto de disputa entre as partes, os produtores resistem, seguram os animais e limitam a queda das cotações”, observam os analistas da Agrifatto.

Na absoluta maioria das 17 regiões monitoradas diariamente pela consultoria, os preços do boi gordo permaneceram estáveis nesta semana, com exceção de SP, que, na quinta-feira (15/1), enfrentou leve desvalorização da arroba.

Porém, na avaliação da Agrifatto, com perspectiva clara de retração nas vendas de carne bovina no mercado doméstico nesta segunda metade de janeiro – um reflexo dos habituais pagamentos excessivos de contas neste início do ano, além do esgotamento dos salários recebidos no início do mês –, os pecuaristas terão, no curto prazo, mais dificuldade para sustentar os preços do boi gordo vigentes nos balcões de negociações.

Boi futuro recua

No mercado futuro, os contratos do boi gordo voltaram a operar em baixa no pregão de quinta-feira (15/1) da B3. O papel de curtíssimo prazo (com vencimento em janeiro/26) encerrou a sessão cotado a R$ 317,50/@, comum leve queda de 0,11% em relação ao dia anterior.

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