Agropecuária gera mais de 100 mil empregos no ano, aponta Caged
Apesar do crescimento de 6,08% de janeiro a julho, foi o segmento que menos gerou novos postos de trabalho no período
O mercado de trabalho formal registrou um pouco mais de 1,3 milhão de postos de trabalho de janeiro a julho deste ano. O saldo foi positivo em 2,86%, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados na quarta-feira, 27, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A agropecuária manteve bom desempenho.
Em julho, foram 8.759 vagas (+0,46%) e 109.237 no acumulado do ano (+6,08%). Porém, no comparativo com outros setores, foi o segmento com o menor volume de novos empregos no ano. O maior gerador de empregos no acumulado do ano, segundo o Caged, foi o setor de serviços, com 688.511 vagas (+2,99%), seguido pela indústria 253.422 (+2,84%), construção 177.341 (+6,21%), comércio 119.291 (+1,13%) e agropecuária 109.237 (+6,08%).
Entre os Estados que lideram a oferta de emprego durante o ano está São Paulo, seguido por Minas Gerais e Paraná.
MS é destaque
Mato Grosso do Sul alcançou a 2ª posição nacional no pilar Capital Humano do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e divulgado na quarta-feira (27). O avanço em relação ao ano passado (3º lugar) reforça o posicionamento do Estado como um dos mais preparados do país em produtividade, formalização do emprego e qualificação profissional.
De acordo com os indicadores do CLP, MS ocupa o 2º em produtividade do trabalho, 5º em formalidade e 6º em qualificação dos trabalhadores. Houve ainda progressos relevantes em indicadores de mercado, como a redução da desocupação de longo prazo, com ganho de 11 posições, e da subocupação por insuficiência de horas, que avançou quatro colocações. O principal desafio segue sendo ampliar a proporção da população economicamente ativa com ensino superior, onde o Estado aparece na 20ª posição.