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Mudanças na destinação dos recursos do Fundersul preocupam setor produtivo

06 setembro 2016 - 20h33Por Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul

A divulgação da possível mudança na destinação dos recursos do Fundersul – Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul preocupa o setor produtivo. O imposto é cobrado dos produtores rurais e tem como objetivo inicial a melhoria da infraestrutura nas rodovias do estado.   

O novo texto, aprovado pela Assembleia Legislativa, prevê que os valores arrecadados podem ser usados em outros projetos que não atendem diretamente o meio rural. 

Para a Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS, produtores rurais e entidades representativas do agro deveriam ser consultados em relação ao tema, já que um dos principais gargalos da agropecuária brasileira e, em especial, da sul-mato-grossense é a logística de transporte, da produção e insumos até as propriedades. A questão compromete a competitividade dos produtores que, a cada dia, demonstram sua eficiência no aumento da produtividade e produção, além da geração de emprego e renda para todo o Estado.

O presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, observa que as mudanças afetam negativamente o setor produtivo. “Fomos surpreendidos com essa possibilidade que modifica a distribuição e aplicação dos recursos oriundos do Fundersul, porque será uma alteração de finalidade. A Famasul não concorda e acredita não ser justo que, mais uma vez, o setor seja prejudicado”.

A liberdade do uso das receitas na zona urbana foge do princípio básico da constituição do Fundersul, que é atender às necessidades do setor rural.

O texto agora segue para sanção do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e a Famasul espera sensibilidade por parte do governo com o setor que tem sido responsável pela manutenção dos resultados econômicos positivos do estado.

“Se não bastassem as dificuldades enfrentadas pela agropecuária estadual, no que diz respeito à deficiência logística, incide sobre a sua produção uma carga tributária muito alta, principalmente se comparada à situação dos principais estados e países concorrentes”, finaliza.