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Clima instável eleva cotações dos grãos

26 maio 2011 - 11h46Por Globo Rural
Clima instável eleva cotações dos grãos

Os recentes tornados registrados em áreas do Meio-Oeste dos Estados Unidos estão causando menos impacto aos preços internacionais dos grãos do que as enchentes que aconteceram no rio Mississipi, segundo maior dos país, que percorre dez estados americanos.

"As chuvas registradas durante o mês de maio, que inclusive provocaram enchentes no rio, estão atrasando o plantio do milho e dão suporte a alta das cotações", avalia Paulo Molinari, analista da empresa de consultoria Safras & Mercado.

A cheia no rio Mississipi foi tão severa que fez o exército americano abrir, pela primeira vez em quatro décadas, as eclusas do canal Morganza, para salvar as cidades de Baton Rouge e Nova Orleans de inundações. Por causa da decisão, milhares de pessoas tiveram que abandonar suas residências. Na agricultura, as chuvas prejudicam o cultivo da safra de milho do país, maior produtor mundial do grão.

Até o início desta semana o plantio havia atingido 80% da área, mas em geral nesta época do ano o cultivo já está concluído. As dúvidas sobre como será o desenvolvimento da nova safra ajudam a colocar a cotação do milho em patamares históricos, cotados a US$ 7,50 por bushel na bolsa de Chicago. Impulsionados pelas altas do milho, os preços da soja também seguem em alta.

Em tese, quanto mais alto foi o preço do milho, mais produtores optarão pelo plantio do grão em detrimento da soja, que por conta da menor oferta terá os preços elevados, mas na pratica há um limite.

"Nas regiões onde os problemas são mais graves, os produtores que não conseguirem plantar milho vão optar pela soja”, explica Molinari. Isso porque o ideal é que o plantio do milho se encerre em 30 de maio. Já o cultivo da soja pode se estender até 15 de junho. Estimativas preliminares dão conta que o cultivo de milho, inicialmente projetado em 92 milhões de acres, deve ser entre 1 e 2 milhões de acres menor por conta das chuvas e enchentes.

No mercado interno, onde a safra de inverno já foi cultivada, os preços também se encontram em níveis recordes, negociados entre R$ 26 e R$ 28 a saca de 60 quilos, em comparação com os R$ 18 registrados em igual período do ano passado.