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Aumento do preço pago ao produtor de leite pode dificultar comercialização no varejo

04 junho 2013 - 17h18Por CANAL RURAL

Produtores brasileiros estão comemorando o preço bruto do leite, que atingiu o valor mais elevado dos últimos cinco anos no mês de maio. Eles temem, no entanto, que o valor de varejo dificulte a comercialização, já que o consumidor está pagando caro pelo produto. Mário Bertolli é produtor de leite em Tremembé, a 133 quilômetros de São Paulo.

A notícia do aumento chegou em uma boa hora. Hoje, ele recebe R$ 0,97 por litro. Porém, ele reclama da diferença de valor para o varejo, que está na casa dos R$ 3,00. – O aumento veio, mas foi insignificante. Foi de 3% a 4% e tem promessa de que possa vir mais. O que fica difícil é que, para o consumidor, o aumento fica bem maior. O produtor fica com a fatia de 35% a 40% do preço final do leite. Não tem como trabalhar dessa forma – diz Bertolli.

O preço do leite pago ao produtor aumentou pelo terceiro mês consecutivo. O preço bruto, incluindo o frete, alcançou R$ 0,98 o litro. O preço líquido recebido pelo produtor aumentou 3,75%, que passou para a média de R$ 0,90. A pesquisa foi apresentada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e leva em consideração os sete principais Estados produtores do país.

Segundo os pesquisadores, o aumento é resultado da queda de produção em março, o que é normal nesse período por conta da entressafra. Com a restrição na captação do leite, há uma disputa acirrada entre os laticínios. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite, Jorge Rubez, reconhece que o aumento vem em uma boa hora, já que os pecuaristas enfrentaram anos bem ruins, mas aponta que o Brasil precisa importar menos e ser autosuficiente.

– É bom, muito melhor que 2011 e 2012, mas o custo de produção deve ser menor que o valor recebido. Esse lucro ainda é insuficiente e prejudica principalmente o consumidor, porque importamos muito mais. Nós precisamos utilizar mais os nossos produtores e abastecer mais o mercado interno. Pensar mais no nosso mercado.