Boi gordo bate R$ 375/@ em SP e também sobe em MS e em outras praças brasileiras
Foram registrados reajustes de R$ 3/@ a R$ 5/@ nas cotações da arroba em várias regiões; além de SP, as consultorias do setor detectam avanços em praças como MT, GO, MG, PO e PR
Nesta terça-feira (6/10), o preço de referência do boi gordo (com ou sem padrão-China) subiu para R$ 375/@ (prazo) na praça de São Paulo, com alguns negócios fechados a R$ 380/@, informa a Agrifatto, que acompanha diariamente 17 regiões brasileiras.
Além da região paulista, a arroba subiu em outras importantes praças do País, conforme dados apurados pela Scot Consultoria, que detectou avanços diários nas regiões de MT, MS, GO, MG, PA, PR, entre outras.
Em São Paulo, pelos dados da Scot, o animal sem padrão-exportação está valendo R$ 367/@, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 372/@, (valores brutos, no prazo). As escalas de abate entre as indústrias paulistas estão atendendo, em média, a seis dias.
“A oferta de animais terminados cada vez mais enxuta, a necessidade de alongar as escalas de abate e a demanda entre regular e consistente no varejo de carnes sustentaram a firmeza do mercado físico do boi gordo e levaram boa parte das indústrias a elevar as propostas pela arroba nas últimas duas semanas”, resume a Agrifatto.
Segundo a consultoria, a ponta vendedora dosa os negócios e fraciona os lotes, mantendo a disponibilidade ajustada.
Por sua vez, as grandes indústrias operam com cautela, intercalam abates, mas acabam atendendo às pedidas para preservar as exportações e o abastecimento interno neste período de ganho sazonal do consumo (devido ao pagamento dos salários).
“Para os frigoríficos de pequeno e médio porte, a recomposição das escalas permanece mais difícil”, observa a Agrifatto.
Mercado futuro recua
Na segunda-feira (5/10), os contratos futuros do boi gordo fecharam o pregão da B3 em baixa, com destaque foi o vencimento de dezembro/26, que encerrou a sessão a R$ 392,75/@, com recuo de 0,67% no comparativo diário.