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Acrissul vê prática de cartel no comércio de vacina contra febre aftosa, que subiu 66%

09 de novembro de 2013

O preço da vacina contra a febre aftosa está 66% mais caro em Mato Grosso do Sul nesta segunda fase da campanha iniciada no dia 1º de novembro deste ano, se comparado ao valor pago na primeira etapa, realizada em maio. Em apenas seis meses, o preço médio da dose passou de R$ 0,90 para R$ 1,50. A pesquisa foi realizada por equipe técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul) e revela que o custo com a imunização do rebanho vai pesar no bolso do produtor.

 
Como 10,8 milhões de bovinos serão imunizados nesta segunda fase da campanha, segundo a Iagro, o gasto total só com a compra de vacinas é de R$ 16 milhões, aproximadamente.
 
Para a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) esta majoração exorbitante parece não ter justificativa. “Aparentemente não há nenhum motivo para que a vacina sofra elevações tão gritantes no preço”, avalia o presidente da entidade, Francisco Maia.
 
Diante disso a Acrissul oficiou a Iagro-MS e o Cade. Para ambos os órgãos a entidade denunciou a prática de cartel que vem sendo empregada na comercialização a vacina. Segundo a correspondência enviada à agência de vigilância sanitária, o reajuste foi aplicado justamente às portas do início da etapa de vacinação, pegando todo mundo de surpresa. 
 
A Acrissul solicitou que haja uma apuração do reajuste por parte da Iagro, da Seprotur e do próprio Ministério da Agricultura, sendo este último responsável pela autorização dos laboratórios que fabricam o medicamento, para que sejam adotadas medidas para combater o abuso.
 
Para a assessora jurídica da Acrissul, a  advogada Luana Ruiz Silva, por enquanto o que se está fazendo é uma investigação do que levou à alta repentina do preço da vacina. “Precisamos apurar de quem é a culpa, se dos laboratórios, se do Ministério da Agricultura, se do Governo do Estado ou do próprio comércio local”, avalia a jurista.
 
Segundo ela, o fato é que a vacinação é obrigatória em Mato Grosso do Sul, uma necessidade para garantir além da sanidade do rebanho, o status sanitário que permite condições para que o Estado opere no mercado externo de acordo com as normas internacionais exigidas. “Mas o aumento realmente é preocupante. Se constatarmos que houve irregularidade no reajuste tomaremos as medidas judiciais cabíveis”, alerta.
 
Segundo as informações da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Mato Grosso do Sul deverá imunizar 10,8 milhões de bovinos nesta segunda fase da campanha. De acordo com a Iagro, na região do Planalto o produtor deve vacinar os animais entre 0 e 24 meses, já na região da fronteira todo o rebanho deve ser vacinado até o dia 30 de novembro. No pantanal, a vacinação deve abranger todo o rebanho dos produtores optantes pela etapa novembro, cujo prazo final na região é dia 15 de dezembro.
 

Fonte: Jornal Folha do Fazendeiro | Caderno Acrissul em Ação
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