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Nordeste pode ser maior exportador de animais vivos

30 de outubro de 2013
A conquista do status de livre aftosa com vacinação pode tornar a Região Nordeste a maior exportadora de gado vivo para abate nos países de destino. A previsão é do diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, que aposta no potencial da região para explorar o novo nicho de mercado e ultrapassar o Pará, que responde por mais de 90% das vendas externas de animais vivos. 
 
Marques afirmou que há duas semanas o Ministério da Agricultura deu mais um passo para o reconhecimento internacional da Região Nordeste como livre de aftosa com vacinação ao encaminhar um relatório para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). 
 
Ele explicou que o pleito do governo brasileiro será analisado por um grupo de especialistas e caso receba parecer favorável será apreciado pelo comitê científico da OIE. Após o comitê aprovar o pleito, o passo seguinte será consultar os 178 países membros da OIE, que terão dois meses para se manifestar 
sobre o assunto. Se todas estas etapas forem superadas, a Assembleia Geral dos Delegados da OIE, em maio do próximo ano, dará o reconhecimento internacional da Região Nordeste e norte do Pará como livre da aftosa com vacinação.
 
O diretor acredita que o reconhecimento internacional permitirá a venda de animais vivos, tanto para abate imediato quanto para engorda e reprodução, para mercados como Venezuela, Egito, Líbano e Turquia. Uma das vantagens da região é a possibilidade de embarques por via marítima para esses países com redução dos gastos com frete. Segundo ele, um navio leva de 20 a 30 mil animais "meio sangue e meio gordos" que terão sua terminação na embarcação, já que passam cerca de um mês até chegarem ao destino. "Esses navios se parecem com fábricas de ração, a fim de que os animais desembarquem gordos. O preço desses animais é alto quando comparado aos dos animais de abate na região nordestina", afirmou. 
 
Marques disse que o governo tem condições de aprovar novos estabelecimentos para embarque de animais vivos, pois existe uma legislação que estabelece as diretrizes a serem cumpridas. Ele salienta que os animais ficam em situação de quarentena nestes estabelecimentos, onde é realizada uma bateria de exames conforme a exigência do importador. Após o período de quarentena, será permitido o embarque. "Sendo a zona reconhecida internacionalmente como livre de aftosa a partir de maio de 2014, só será necessário existir empresários interessados e ter oferta de matéria prima", afirmou o diretor.

Fonte: O Estado de S. Paulo
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