Ovelha pantaneira um nicho de mercado em Mato Grosso do Sul

12 de abril de 2013

No sábado (13), às 10h30, no Auditório da Acrissul, o médico veterinário da Universidade Anhanguera-Uniderp, Centro Tecnológico de Ovinos (CTO), Dr. Marcos Barbosa Ferreira ministrará a palestra: Histórico da Ovelha Pantaneira. Raça conhecida pela sua rusticidade e tripla aptidão: lã, leite e carne. A Expogrande é promovida pela Acrissul de 11 a 21 de abril.

 
A Ovelha Pantaneira é o resultado de anos de seleção natural nos rebanhos de ovinos criados na região do pantanal, desde o início da colonização efetiva daquela região há pelo menos 300 anos. A planície pantaneira, cujo município de maior área é Corumbá/MS, congrega 64 mil cabeças de ovinos, em sua maioria, do grupo genético pantaneiro.
 
A ovelha pantaneira possui porte pequeno a médio, e não acumula gordura subcutânea em excesso. A impressão é de estarem sempre muito magras e revelarem não ter exigências calóricas elevadas, o que caracteriza sua rusticidade.
 
Seus cordeiros nascem pequenos (3 Kg em média) e, quando submetidos a sistema intensivo de alimentação, permanecem em confinamento após desmama por apenas 60-90 dias, dependendo do sistema de produção adotado, e podem ir para o abate por volta dos 6 meses de idade. Ou seja, têm grande potencial de engorda.
 
Tanto os machos como as fêmeas são precoces sexualmente, as fêmeas emprenham em qualquer época do ano, assim, há nascimento de cordeiros ao longo de todo o ano. 
 
“Além de todas essas características esses animais não apresentam problemas de casco mesmo com a umidade decorrente do Pantanal, isso é um trunfo”, disse o veterinário.
 
A palestra contará com apresentações de estudos realizados com a raça e terá espaço para tirar dúvidas.
 
Criação do Núcleo de Criadores da Raça Pantaneira
 
Está sendo criado um Núcleo de Criadores da Raça Pantaneira que realizará uma série de atividades para a preservação e melhoramento da raça e divulgação do cordeiro Pantaneiro.
 
O núcleo que já possui estatuto, assim que registrado oficialmente, pela ARCO (Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos) terá sede na Fundação Manoel de Barros, no Centro Tecnológico de Ovinos (CTO), onde existem  cerca de  250 animais de mamando a caducando.
 
“Acredito que dentro de um mês esse núcleo deve ser criado oficialmente, tudo vai depender da liberação na ARCO”,  finalizou Dr. Marcos.
 
Dr. Marcos Barbosa Ferreira 
 
Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Mestre e Doutor em Patologia Experimental e Comparada pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo n área de concentração de Toxicologia. Bolsista DCR pela Fundect estudando a fotossensibilzação causada pela braquiária. Professor no curso de Medicina Veterinária e no Mestrado Profissional em Produção e Gestão Agroindustrial da Universidade Anhanguera-Uniderp e responsável por projetos de pesquisa com a ovelha pantaneira do CTO. É Consultor técnico da Revista Agrarian da UFGD e Consultor ad hoc da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul- FUNDECT.
 
No sábado (13), às 10h30, no Auditório da Acrissul, o médico veterinário da Universidade Anhanguera-Uniderp, Centro Tecnológico de Ovinos (CTO), Dr. Marcos Barbosa Ferreira ministrará a palestra: Histórico da Ovelha Pantaneira. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone (67) 3345-4219 ou pelo site da Acrissul.
Fonte: Cristiane Pereira/Via Livre/Assessoria Expogrande