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Colheita começa com previsão de quebra

30 de janeiro de 2012
A safra de soja deverá ter quebra de produtividade este ano em Mato Grosso do Sul. A opinião é comum entre especialistas ligados ao setor rural. Mesmo assim, não há previsões concretas quanto aos valores percentuais desta perda. Alguns produtores iniciam a colheita nesta semana e somente depois dos primeiros hectares colhidos será possível ver a dimensão do estrago causado pela estiagem registrada durante o mês de dezembro.

De acordo com balanço realizado no último mês do ano passado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a área plantada com soja no Estado foi estimada em 1,8 milhões de hectares para 2012 – 3% a mais num comparativo com o ano anterior. Este mesmo estudo também previa, ao fim de 2011, que fossem colhidas 5,4 mil toneladas do grão nesta safra.
Em algumas localidades, a expectativa era de que fossem colhidas até 60 sacas por hectare. Mas as condições climáticas não colaboraram e ainda em dezembro, o presidente da Aeagran (Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados), Bruno Tomasini, já previa que estas estimativas precisariam ser revistas. Agora, com o início das colheitas, as perdas causadas pela estiagem deverão ficar evidentes.
 
“Nós não temos essa perda em números ainda, até porque não foi todo mundo que perdeu, mas tem produtor que perdeu quase tudo”, explica Tomasini. “As chuvas estão manchadas, então teve lavoura que pegou e teve que não pegou”. Mesmo assim, as previsões iniciais de produção deverão ser contrariadas. “Que teve redução naquela estimativa inicial teve”.
Para o presidente do Sindicato Rural de Amambai e vice-presidente da Regional Sul-Fronteira da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Cristiano Bortolotto, embora seja certo que ocorram perdas, ainda é difícil dimensiona-las. “É bem complicado falar em percentagens, porque é muito manchado. Tem algumas áreas que estão boas, outras regulares, mas têm as que estão péssimas”, avalia. “Não é uma quebra generalizada, mas tem quebra”.

COLHEITA
Segundo os líderes sindicais, alguns produtores já iniciaram o período de colheita. “São aqueles que conseguiram plantar rápido, no início de outubro”, disse Tomasini. Nesses casos, segundo ele, as consequências da estiagem deverão ser mais acentuadas. “Os outros que plantaram mais tarde ainda estão precisando de chuva; já deu uma melhorada em janeiro”.
Bortolotto explica que a colheita deverá chegar ao fim até o dia 15 de março. Enquanto isso, quem já vai começar a colher torce para que não chova como na safra do ano passado. Em compensação, outros agricultores ainda esperam pelas águas. “Tem muita soja que precisa de muita chuva, as que vão colher em março”, pondera.


 


Fonte: Diario MS
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