Notícias

Falta de políticas no campo deixa trabalhadoras vulneráveis à violência

10 de agosto de 2010

A falta de políticas públicas para o campo resulta em uma maior vulnerabilidade das trabalhadoras rurais em relação à violência contra a mulher. A avaliação é da secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Carmem Foro.

“Vivemos em um país que, há bem pouco tempo, começou a dar um pouco de atenção ao meio rural brasileiro. O histórico de abandono tem reflexo na vida das pessoas”, disse, ao participar do 2º Seminário no Campo e na Floresta, Políticas Públicas para as Mulheres.

De acordo com a secretária, faltam ações no âmbito do atendimento à mulher agredida e na prevenção à violência, assim como medidas voltadas ao fortalecimento da autonomia econômica das trabalhadoras rurais, para que elas possam sair de situações de violência.

“Todas essas questões podem nos ajudar a desconstruir um processo histórico de uma visão da sociedade sobre o lugar das mulheres. Precisamos de um conjunto de políticas que se articulem”, afirmou, ao destacar áreas como saúde e educação.

Carmem reclamou da pouca quantidade de pesquisas e estudos sobre a violência contra mulheres no campo. A ausência de um diagnóstico preciso no país foi confirmada pela secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Aparecida Gonçalves.

Para ela, o maior desafio é chegar às áreas rurais, uma vez que as longas distâncias dificultam o atendimento às vítimas e o acesso à informação para a prevenção. “A mulher da cidade, quando sofre violência, pode ter pouco dinheiro, mas tem como chegar a uma delegacia, a um centro de referência ou a um posto de saúde. A mulher do campo e da floresta não, ela vai ter que esperar o ônibus pra vir à cidade.”

De acordo com Aparecida, em geral, os serviços encontrados no meio rural são escolas e a presença de alguns agentes de saúde. Uma portaria que será assinada ao final do encontro de hoje, segundo ela, vai estabelecer diretrizes para a política de enfrentamento à violência contra a mulher – por meio de ações sobretudo nas áreas de saúde, educação e assistência social.
 


Fonte: Agência Brasil.
Voltar Imprimir
Deixar um comentário
Nome
Comentário
 

Notícias recentes

Clima afeta produção de grãos que pode ficar em 157 milhões de t 09 de fevereiro de 2012  A safra nacional de grãos do período 2011/12 deve ficar em 157 milhões de toneladas, com uma redução de 3,5% ou 5,770 milhões de toneladas...
Projeto antecipa idade de bovinos ao 1º parto 09 de fevereiro de 2012  De forma a buscar o aumento de produtividade bovina, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) acaba de realizar um projeto que...
Oriente Médio foi o principal destino das exportações de frango em janeiro 09 de fevereiro de 2012   Segundo dados compilados pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (UBABEF), o Oriente Médio foi o principal desti...
Pecuaristas do Estado terão indicador de custos 09 de fevereiro de 2012  Os pecuaristas de MS terão em breve informações mais precisas de preço de custo e tendência de mercado. A Federação de Agricult...
Índice de abate no último ano teve aumento de 29% 09 de fevereiro de 2012  O apoio do Estado na produção de carne com qualidade vem demonstrando desempenho, conforme relatório do Programa Estadual Novilho Precoce ger...
Tecnologias da Embrapa são demonstradas a acadêmicos em Dia de Campo 09 de fevereiro de 2012  Conhecer na prática as tecnologias para a agricultura e tornar-se mais preparado para o mercado do agronegócio. Esse foi o objetivo de cerca d...
Venda de sêmen bovino cresce 23% em 2011 09 de fevereiro de 2012  Os pecuaristas brasileiros utilizaram 11,9 milhões de doses de sêmen em 2011, alta de 23,55% na comparação com 2010. Os dados fora...