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Segue impasse e exportações aos EUA continuam fechadas

03 de agosto de 2010

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) avalia que o Brasil precisa provar que é capaz de exportar carne bovina livre do vermífugo ivermectina para que o comércio de carne processada seja retomado. "Foi um problema sistêmico no Brasil", disse Al Almanza, administrador do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do USDA.

Almanza afirmou que o Brasil ainda não apresentou os papéis necessários para se comprometer que evitará contaminações no futuro. Recentemente, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que o Brasil pretende retomar os embarques em breve, talvez em um mês. Mas autoridades do USDA declararam que ainda há uma série procedimentos que só podem ser realizados com os documentos do Brasil. O porta-voz do USDA Brian Mabry avisou que ainda é muito cedo para dizer quanto tempo o processo todo levaria.

Inspetores americanos encontraram a droga em produtos de carne bovina processada brasileira no mês de maio. A descoberta estimulou o USDA a testar mais produtos do Brasil e, em junho, os Estados Unidos anunciaram ter identificado o medicamento em novas amostras. O USDA solicitou recalls dos produtos importados um deles conduzido pela companhia de importação Samco, subsidiária do frigorífico brasileiro JBS, o maior produtor mundial de carne bovina. Em seguida, o Brasil suspendeu voluntariamente as exportações de carne processada para os Estados Unidos.

Almanza declarou que, se o Brasil não tivesse interrompido as exportações voluntariamente, o USDA teria de fazê-lo. Toda a carne processada contaminada com ivermectina e que passou por recall teve origem em instalações brasileiras. Mas dados enviados do Brasil aos Estados Unidos mostraram que níveis do vermífugo considerados inaceitáveis foram identificados em muitas fábricas que embarcam produtos aos Estados Unidos.

Um porta-voz do USDA recordou que os americanos toleram 10 partes por bilhão de ivermectina, mas a contaminação da carne importada do Brasil era 65 vezes maior do que isso, com até 651 partes por bilhão. Embora não haja evidências de que a contaminação seja nociva aos consumidores - a droga pode até ser usada diretamente por seres humanos - "o USDA é diligente ao evitar resíduos indesejados na carne", de acordo com Almanza.


Fonte: Agência Estado.
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