Os administradores da filial argentina da companhia brasileira JBS anunciaram aos trabalhadores da planta localizada em San José que, a partir da próxima segunda-feira, deixará de operar por tempo indeterminado devido às restrições para exportar cortes frescos vigentes desde o começo de julho.
"A nós confirmaram hoje mesmo que a empresa fecharia suas portas por tempo indeterminado devido ao fechamento das exportações e aos sérios inconvenientes que isso gera à empresa", disse o diretor do sindicato da unidade da JBS de San José, Luis Ríos.
Embora ele tenha dito que o fechamento ainda não foi anunciado por escrito, encarregados do departamento de Recursos Humanos da JBS Argentina comunicaram aos funcionários que, a partir de 26 de julho, a planta de San José será fechada. Os trabalhadores ainda não puderam obter precisões sobre se receberão ou não a garantia horária (140 horas mensais) ou o subsídio oficial (outras 60 horas).
"Nós ficamos literalmente na rua: são mais de 450 familias que ficaram totalmente abandonadas à espera de respostas oficiais que nunca chegam e pelas quais ninguém se responsabiliza. Essa situação se deve à falta de abates, à restrição às exportações e à má administração da atividade por parte do Governo nacional", disse Ríos.
Dirigentes da Federação de Carne de Entre Ríos começaram a organizar um plano de protestos e mobilizações para evitar que o fechamento temporário da planta de San José derive em algo pior. "Esperamos o quanto antes a intervenção não somente do Governo provincial, mas também, do Ministério do Trabalho nacional para frear essa medida, porque definitivamente são eles (Governo nacional) que abrem ou fecham as exportações sem dar muitas explicações. Nós entendemos a empresa, porque não se pode trabalhar com tanta incerteza, mas também vamos defender nossa fonte de trabalho até as últimas consequências".
A planta da JBS de San José já tinha sido fechada em abril. Após o secretário de Comércio Interior da Argentina prometer flexibilizar a concessão de permissões de exportação de cortes frescos bovinos, a unidade frigorífico voltou a retomar a atividade em maio. Porém, no começo desse mês, voltaram as complicações para se obter habilitações de exportação.
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