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Indústria de soja se diz confiante na abertura da China para farelo do Brasil

08 de novembro de 2019

A Associação Brasileira das Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) tem uma expectativa positiva para uma eventual abertura do mercado chinês ao farelo de soja brasileiro. Foi o que afirmou o economista-chefe da entidade, Daniel Furlan Amaral, durante o SP Grain Forum, realizado pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), nesta quinta-feira (7/11), em Campinas (SP).

“Por que não comprar o farelo produzido aqui?”, questionou o executivo, ressaltando que o Brasil vem tendo um importante papel na segurança alimentar da China. “Não fosse o Brasil, no período de quebra de safra da Argentina nem no período de tensão comercial, não haveria soja suficiente. O Brasil teve capacidade e qualidade. É muito sensível e justo que no mercado chinês tenhamos espaço para exportar farelo de soja”, acrescentou.
 
A China já é o maior demandante da soja em grão do Brasil. As estimativas do setor apontam para exportações de 72 milhões de toneladas neste ano, com 82% do volume destinado ao país asiático. Já no farelo de soja, a União Europeia é o principal destino, devendo responder por 50% dos embarques, estimados pela Abiove em 15,8 milhões de toneladas, seguido pelo Sudeste Asiático, que, segundo Daniel Amaral, vem reduzindo compras em função da epidemia de peste suína africana (PSA) que atinge o continente. 
 
Recentemente, em viagem à China, integrando a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, a ministra Tereza Cristina trouxe acordos para as exportações de farelo de algodão e de carne termoprocessada. E, mais recentemente, foi anunciada a habilitação de mais sete plantas frigoríficas para exportar miúdos de suínos. É apostando no reforço dessa relação comercial que a indústria de óleo de soja espera uma abertura para vender farelo aos chineses.
 
Segundo Amaral, há um esforço da parte do Ministério da Agricultura para abrir mercados também para o farelo de soja do Brasil. Em relação à China, o executivo explicou que a fase atual é de discussões sobre questões técnicas, que, na visão dele, tende a ser superadas. “O Brasil tem condições de fazer os controles e qualidade que a China exigir. Existe uma expectativa muito positiva e um entendimento nosso de que a abertura do mercado de farelo na China é boa para os dois lados. Para o Brasil, agrega valor à nossa soja, amplia mercados. E para a China, é mais uma oportunidade de diversificar os clientes”, analisou.

Fonte: Revista Globo Rural
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