Notícias

Em terra de boi peixe também come capim

28 de março de 2010

Desconhecido por muitos, o peixe Carpa Capim é um grande aliado no trabalho de produtores rurais e da sociedade de um modo geral. Isso acontece devido ao fato do alevíno se alimentar basicamente de vegetais, contribuindo assim para a limpeza de represas e bebedouros. O trabalho realizado com o peixe é desenvolvido pelo Projeto Isca Viva que também produz outras espécies como Tuvira, Caranguejo, Piaçu e Lambari.

Para o criador do Projeto, Luiz Acorci, são inúmeras as vantagens de adquirir o Carpa Capim. “Além da limpeza de bebedouros e represas, o peixe também pode ser criado para o consumo, já que tem pouca espinha, a carne é magra e ele supera os 25 kg”, revela. Ele acrescenta que a espécie é de fácil cultivo e o filé é de extrema qualidade. O ideal é que seja colocado um peixe para cada 8m² de uma represa, em caso de limpeza do local, porém se o destino for o consumo recomenda-se um para cada 2m² e a capacidade de crescimento dele é de 2 Kg por ano.

“Nós temos toda a estrutura para atender a necessidade de todos que se interessarem pelo Carpa Capim, ou qualquer outro peixe. Já enviamos para vários estados brasileiros e tudo vai despachado em caixas de papelão devidamente oxigenadas, para que não haja problema nenhum na hora da entrega”, explica Luiz.

Projeto Isca Viva

Aproximadamente três milhões de lambaris foram produzidos em 2009, entre eles também são criados caranguejo, Piauçu e Tuvira. Este último está sendo trabalhado para que em 2011, esteja pronto para ser comercializado.

O Projeto Isca Viva tem uma lâmina d´água de seis hectares, sendo 40 tanques de 1500m². Em parceria com a Embrapa Pantanal e Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Técnologia), o projeto busca desenvolver técnica capaz de estimular a reprodução de Tuvira em cativeiro. Por ser a principal isca viva utilizada no Pantanal, a pesquisa sobre a reprodução da Tuvira possui forte impacto social, visto o grande número de isqueiros que dependem da sua coleta da natureza.

Para saber mais sobre o projeto, ou até mesmo fazer encomendas o escritório está localizado em Campo Grande/MS, na Av. Salgado Filho, 1.065, Bairro Orfeu Baís, e o telefone para contato é: 3325-5896 ou 3382-7695.
 


Fonte: Fábio Sarzi - Via Livre Comunicação
Voltar Imprimir
Deixar um comentário
Nome
Comentário
 

Notícias recentes

Artigo: "Deixaram a porteira aberta", de Pedro Puttini Mendes 31 de agosto de 2015 Pedro Puttini Mendes Com grande pesar assistimos aos recentes acontecimentos de um conflito já instaurado em nosso estado de Mato Grosso do Sul,...
“Está dente por dente, olho por olho”, alerta presidente da Acrissul 31 de agosto de 2015 A situação das invasões de propriedades rurais por indígenas na região de Antônio João se intensificou neste sábado, 29, e estariam fora de co...
Governador defende que União indenize terras nuas e benfeitorias 31 de agosto de 2015 Ao ser questionado sobre o conflito entre indígenas e fazendeiros, em Antônio João, distante, a 402 quilômetros de Campo Grande, o governador do E...
Fazendeiros acusam guerrilheiros do Paraguai de treinar indígenas 31 de agosto de 2015 Guerrilheiros ligados ao Exército do Povo Paraguaio, o EPP, organização composta por radicais de esquerda e que prega o domínio do poder pela revo...
Governador discute com PF e Exército ação em conflito de Antônio João 31 de agosto de 2015 O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) faz reunião na manhã desta segunda-feira para discutir o conflito fundiário no município de Antônio João, ...
DOF e Força Nacional escoltam produtores em fazendas retomadas 30 de agosto de 2015 Os proprietários conseguiram reaver ontem (29), a posse de duas das seis fazendas ocupadas por índios Kaiowá Guarani. O conflito entre fazendeiros ...
Militares do exército chegam a área de conflito e estudam local para base 30 de agosto de 2015 Equipe do Exército do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizada de Bela Vista já está na região de Antônio João, distante 279 quilômetros de C...