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Exportações de carne devem manter ritmo de alta em 2018

20 de dezembro de 2017

Depois de um ano atribulado, as exportações brasileiras de carne bovina in natura devem fechar 2017 em alta. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, o setor mostrou a sua força ao conseguir reverter todas as adversidades. “Apesar das broncas, conseguimos sair por cima”, destacou o executivo.

 
Entre os fatores elencados por ele estão as operações Carne Fraca e Carne Fria, a volta da cobrança do Funrral, a deleção dos executivos da JBS, a suspensão das exportações de carne in natura aos Estados Unidos e a recente paralisação das compras da Rússia.
 
A situação mais crítica foi causada pela Carne Fraca. Quando a operação foi deflagrada, em 17 de março, houve a suspensão de compras de países que respondiam por 59,7% das exportações brasileiras de carne bovina. Isso fez com que os embarques de abril caíssem 25% em receita e 26% em volume. Atualmente, apenas três países permanecem fechados. Juntos, eles respondem por 0,09% das exportações.
 
“É difícil dizer que as exportações só cresceram em virtude dessa operação, mas sem dúvidas isso nos obrigou a fazer revisões e otimizar os processos. Conseguimos fazer uma limonada com esses limões”, avaliou.
 
Entre os pontos positivos durante o turbilhão, Camardelli destaca a atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) junto aos países compradores prestando os devidos esclarecimentos e reforçando a confiabilidade do sistema de inspeção brasileiro.
 
“Os embargos também caíram rapidamente para equilibrar os preços no mercado externo, já que quando o Brasil estava fora do jogo os demais exportadores elevaram o preço. Prova disso é que já em maio tivemos alta de 27% em volume e 28% em faturamento dos embarques”.
 
A expectativa da Abiec é o Brasil exporte 1,5 milhão de toneladas de carne bovina por US$ 6,2 bilhões até o fim de 2017. Se confirmada a projeção, o desempenho será 9% maior em volume e 13% em receita do que obtido no ano passado.
 
Para 2018, a previsão é de crescimento de 9,8% em volume e 10,5% em receita. É esperado que Brasil fature US$ 6,9 bilhões com a venda de 1,6 milhão de toneladas de carne bovina in natura ao exterior. Caso a estimativa se confirme, será a maior quantidade de carne embarcada desde as 1,62 milhão de toneladas de 2007. Também será a maior receita desde os US$ 7,2 bilhões de 2014.
 
As projeções são sustentadas pelo possível aumento das exportações para China, além da abertura e reabertura de mercados como Filipinas, Indonésia, Coreia do Sul e Tailândia. 

Fonte: Portal DBO
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